

A Sala de Memórias do Armazém Multiverso, concebida como A Máquina do Tempo, é um espaço de preservação e circulação das memórias, histórias e patrimônios culturais da Serra do Caparaó. Seu núcleo é uma antiga máquina beneficiadora de café de 1953, restaurada e montada com a participação de carpinteiros tradicionais, cafeicultores e equipe técnica. Mais que um objeto em exposição, a máquina funciona como dispositivo narrativo: aproxima gerações e desperta lembranças sobre o trabalho, a vida rural e a história da região.
O projeto articulou a construção de um anexo ao Armazém, com técnicas construtivas tradicionais e materiais reaproveitados de antigos armazéns; a organização de acervos audiovisuais, documentais e de objetos; e a coleta de relatos e registros comunitários. Visitas guiadas e encontros convidam moradores, estudantes, idosos, pesquisadores e visitantes a compartilhar lembranças e conhecimentos. A história, assim, se constrói também pela escuta e pela participação de quem vive o território.
Orientada pela museologia social e pelo inventário participativo, a Sala propõe uma leitura ampla e crítica do patrimônio. A memória da cafeicultura é relacionada às formas de trabalho, às transformações da paisagem e às histórias dos diferentes grupos que constituíram a região, incluindo povos originários e a população negra. O espaço fortalece o Armazém como lugar de pesquisa, educa ção e encontro, onde preservar o passado também ajuda a compreender o presente e imaginar futuros para o Caparaó.
Crédito de recursos: projeto *“A Máquina do Tempo – Sala de Memórias do Armazém Multiverso”, realizado com recursos do Funcultura PNAB 2024, no Edital 06 – Seleção de Projetos de Valorização do Patrimônio Cultural Capixaba, da Secretaria da Cultura do Estado do Espírito Santo (Secult-ES).
CONTA SOBRE A HISTÓRIA DO PRÓPRIO ARMAZÉM
CONTA SOBRE SUA DESMONTAGEM
CONTA SOBRE SUA REMONTAGEM COLETIVA
CONTA SOBRE CAFEICULTURA
CONTA SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS
CONTA SOBRE OS MODOS DE VIDA QUE MOLDARA A SERRA DO CAPARAÓ
Identidade Visual |
Colagens de João Tupycaína
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Residência artística e construção coletiva
No 6º Festival Cultural de Inverno, essas ideias se organizaram em quatro grandes linhas de atuação, que orientaram a residência artística, os laboratórios, a construção da Máquina do Tempo e também os programas permanentes do Armazém.
Cada linha parte de uma pergunta que ajuda a pensar o passado, o presente e os futuros possíveis para a vida na roça:
MUSEOLOGIA SOCIAL
AGROECOLOGIA
METARRECICLAGEM
ARTES MULTIMEIOS
A Museologia Social orienta a construção da Sala de Memórias, entendendo o patrimônio como um processo coletivo. A comunidade participa da produção do acervo, das narrativas e da preservação de suas histórias.
Mais do que guardar o passado, buscamos compreender como a memória pode orientar a construção do futuro.
A Agroecologia compreende o território como espaço de aprendizagem, criação e convivência. O festival aproxima agricultura, arte, ciência e cultura, valorizando os saberes locais e a biodiversidade.
A roça deixa de ser apenas cenário e passa a ser lugar de pesquisa, inovação e produção cultural.
A Metarreciclagem propõe o uso crítico e criativo da tecnologia. Computadores, máquinas e equipamentos antigos tornam-se matéria-prima para novas experiências.
O objetivo é estimular autonomia tecnológica, reaproveitamento de materiais e experimentação por meio das tecnologias livres.
As Artes Multimeios reúnem diferentes linguagens para criar narrativas sobre o presente e o futuro. Audiovisual, cinema, fotografia, música, performance, projeção, design, ilustração e arte digital dialogam na construção das obras e experiências do festival.
Durante a residência, essas linguagens produzem instalações, filmes, performances e ações que passam a integrar a Máquina do Tempo.
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obras instaladas
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