caminho das águas
O Caminho das Águas nasceu em Patrimônio da Penha como uma experiência de cuidado com as nascentes e de aproximação entre comunidade, natureza e arte. Desde 2019, articula educação ambiental, criação artística e mobilização comunitária. A construção coletiva de fontes de água em mosaico, com a mestra mosaicista Madalena Krug, abriu caminho para ações de sensibilização, roteiros educativos, registros audiovisuais e formação de jovens guardiões das águas.
Na Serra do Caparaó, falar de água é falar do território: das nascentes, dos cursos d’água, das formas de cultivo e das relações entre as comunidades e a paisagem. O projeto reúne atividades educativas e práticas de cuidado ambiental. Em uma de suas etapas, recebeu turmas de escolas de Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto e Ibitirama, além de desenvolver fontes em mosaico, materiais audiovisuais e ações de formação.
Em seus desdobramentos, o Caminho das Águas aproxima as juventudes rurais da produção audiovisual e da pesquisa sobre o território. Laboratórios, registros e vídeos oferecem aos jovens ferramentas para observar, narrar e compartilhar as transformações da paisagem e as histórias de quem vive junto às águas. O projeto fortalece uma cultura de cuidado que passa pela educação, pela criação e pela participação comunitária.
Crédito de recursos: a etapa realizada em 2024–2025 contou com apoio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). As ações posteriores de diagnóstico e segurança hídrica, articuladas com a AGERH e a UFES, correspondem a uma frente complementar de trabalho no território.

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2º encontro caminho das águas
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2025
O II Caminho das Águas Caparaó foi um grande espaço de escuta, diálogo e construção coletiva entre poder público, instituições técnicas, associações comunitárias e sociedade civil — fortalecendo o cuidado com nossas águas e o desenvolvimento sustentável da Serra do Caparaó.
Com o tema “Mecanismos para a Recuperação e Proteção dos Recursos Hídricos”, o encontro foi um importante passo na construção conjunta de estratégias para conservação do nosso patrimônio hídrico. Além de falas técnicas e da sociedade, também tivemos apresentações culturais com a Trupe Multiverso, alimentação compartilhada com o Lab A Grande Mesa e um espaço importante de interações.
Uma realização do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Itabapoana e da Associação Permacultural Jacutinga do Caparaó, em parceria com AGERH, Prefeitura Municipal de Divino de São Lourenço, Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras de Guaçuí e Divino de São Lourenço, PLANTÁGUA – Associação de Plantadores de Água do Caparaó e REDI Itabapoana.
Ciclo
2024
O ciclo de ações de janeiro a agosto de 2024 foi realizado com recursos do Edital de Seleção Pública de Patrocínios - 2023 da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento do Brasil).
As atividades envolveram a comunidade local, turistas e estudantes, destacando a relevância dos corpos hídricos, a biodiversidade e o patrimônio cultural da região.
recepção de escolas no armazém multiverso
O projeto Caminho das Águas promoveu diversas atividades educativas e de sensibilização ambiental para 23 turmas de estudantes de ensino médio e fundamental de escolas públicas dos municípios de Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto e Ibitirama. Ao longo deste ciclo, cerca de 700 alunos participaram das ações de imersão educativa que integram teoria e prática.
Formação de jovens monitores
Oito jovens de 14 a 17 anos das comunidades de Patrimônio da Penha e de Limo Verde foram capacitados como monitores, com foco em ecopedagogia e guiamento seguro. Oferecemos uma formação teórico-prática preparando-os para atuarem como monitores do projeto e futuros guias. A formação teve módulos abordando ecologias, ecopedagógicas, elaboração de projetos e estágio prático em guiamento, através de um plano de estudos com ciclos onde abordamos o Eu, a Comunidade, A Mata Atlântica e o Futuro.
GUIAMENTO ESCOLAS LOCAIS
As atividades iniciaram com a recepção dos estudantes na praça da Vila, onde educadores contextualizaram o local e o projeto. Após um aquecimento corporal conduzido por um profissional de educação física, os alunos foram acolhidos na Recepção dos Guardiães das Águas. Receberam orientações sobre segurança, autocuidado e cuidados ambientais. A trilha imersiva incluiu paradas para observação da fauna e flora, visitas a cachoeiras e fontes de água potável, além de experiências em pequenas propriedades rurais que demonstram práticas de produção agroecológica.
construção de fontes de água
Foram realizadas três oficinas no período de dois meses, com a artista mosaicista Maria Alejandra Munoz. Foram produzidas três novas fontes de água,a fonte da Escola realizada através de uma oficina de desenho com as crianças da escola que contaram em desenho o que elas veem de suas janelas, em seguida os desenhos foram passados para mosaico com os jovens bolsistas do projeto e mais pessoas da comunidade com a orientação de Maria. Também foram produzidas as fontes da Indaiá e a Fonte do Armazém Multiverso. As oficinas de mosaico promoveram a expressão artística e a valorização cultural local.






web série caminho das águas
Ciclo
2023
Projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, através da SECULT/ES e Secretária Especial da Cultura Ministério do Turismo, Governo Federal do Brasil.






No primeiro episódio ocorre um encontro inter-geracional entre a parteira anciã Dona Zizi, as jovens parteiras Marinã, Marília e Joana, e a doula Vagna Araújo. Ao relatarem suas experiências, falam da importância das águas como princípio gerador e mantenedor da vida, e de como as Serras das Águas promovem encontros potentes entre o partejar ancestral e a cultura do bem-viver.
No segundo episódio, Débora Valente fala da importância da água para o desenvolvimento da infância e da vida. Ela explica o projeto "Tekoá, Terra de Brincar", relacionando-o diretamente à "Serra das Águas do Caparaó" e encarando as águas como um dos principais brinquedos das crianças.
No terceiro episódio, Marcius Cardoso fala da experiência da recuperação da Mata Atlântica através da manutenção das florestas em pé, da recuperação de nascentes e de sistemas ecológicos para o tratamentos das águas efluentes. Pontua a possibilidade de se investir nesses espaços, como faz com seu projeto de hospedagem sensorial Aldeia Alegria.
No quarto episódio, a família Relíquia do Caparaó fala de sua experiência com os cafés especiais, com as lavouras de café orgânico e das potencialidades econômicas e culturais do cultivo familiar dessa planta para a região da Serra Caparaó.
No quinto episódio, Saluah Martins fala dos usos das ervas como medicina natural, através dos banho de folhas, escalda pés, extração de óleos e produção de remédios homeopáticos, práticas executadas no Horto de São Francisco, em sua Escola de Ervas, localizados nas montanhas de Patrimônio da Penha, ES.
No sexto episódio, Seu Mateu relembra que água, alimento e ervaria guardam a memória comunitária da cultura do bem-viver e compartilha seu conhecimento, afirmando a soberania alimentar, o autocuidado e a autonomia em saúde que os antigos moradores de Patrimônio da Penha detêm em seus saberes.


























































































